quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

DICAS DE PASSEIO NO RIO: TOUR DE IGREJAS BARROCAS

Tour de Igrejas Barrocas Centro do Rio 09/12/2017: Igreja da Venerável Ordem 3a. de São Francisco da Penitência, Mosteiro de Santo Antônio ,Museu de Arte Sacra Franciscano e Exposição de Presépios, Igreja de São José com o Concerto de Natal de Portugal e Igreja de Nossa Sra do Carmo da Antiga Sé.


IGREJA DA ORDEM TERCEIRA DE SÃO FRANCISCO DA PENITÊNCIA


É uma igreja colonial localizada junto ao Convento de Santo Antônio, no morro do mesmo nome, no centro da cidade do Rio de Janeiro. Pela sua decoração barroca exuberante, é considerada uma das mais importantes da cidade e do país.
Os frades da Ordem dos Terceiros de São Francisco se instalaram no Rio de Janeiro em 1619, ocupando uma capela dentro da igreja do convento franciscano de Santo Antônio, localizado no alto de um morro (o Morro de Santo Antônio). Na metade do século XVII, o convento franciscano lhes doou um terreno ao lado da igreja do convento para que construíssem aí seu próprio templo. A Igreja de São Francisco da Penitência foi construída, com interrupções, entre 1657 e 1733.

Nave, arco-cruzeiro e capela-mor da Igreja de São Francisco da Penitência.
Além da igreja, a Ordem construiu no século XVIII um hospital (Hospital de São Francisco da Penitência) no largo em frente ao morro (o Largo da Carioca). No início do século XX, durante as reformas promovidas pelo prefeito Pereira Passos, o hospital foi transferido para a Tijuca e o edifício demolido.
Junto com a igreja do Mosteiro de São Bento, a Igreja de São Francisco da Penitência é o principal mostruário de arte barroca no Rio de Janeiro. Atualmente a igreja funciona como Museu de Arte Sacra, merecendo ser visitado junto com o vizinho Convento de Santo Antônio.
Aberto à visitação de segunda à sexta 9:00-12:00 e 13:00-16:00.




                                   CONVENTO DE SANTO ANTÔNIO



 Convento de Santo Antônio é um mosteiro católico pertencente à Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil localizado no alto do Morro de Santo Antônio e voltado para o Largo da Carioca, no Centro da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. O convento forma, junto com a vizinha Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência,um dos mais antigos e importantes conjuntos coloniais remanescentes da cidade.
A história do Convento de Santo Antônio começa em 1592, quando chegaram os primeiros frades franciscanos ao Rio de Janeiro, que se instalaram provisoriamente junto à Praia de Santa Luzia. Pouco tempo depois os franciscanos ergueram uma pequena ermida no alto de uma colina localizada em uma área um pouco mais distante do litoral. Em 1607, foi-lhes concedida a posse definitiva da colina, atualmente conhecida como Morro de Santo Antônio, no qual começaram a construir o convento em 4 de junho de 1608. O autor do primeiro projeto foi o frei Francisco dos Santos, mas vários outros religiosos e arquitetos franciscanos interferiram na obra. A primeira missa foi rezada em 7 de fevereiro de 1615 com a igreja do convento ainda em obras, e somente em 1620 foi terminado o conjunto. Entre 1748 e 1780 o convento passou por sua primeira ampliação, ganhando um segundo andar onde se instalariam mais frades da ordem.
Ao sopé da colina havia um alagadiço, posteriormente batizado de Lagoa de Santo Antônio, que foi drenada e aterrada a partir 1679, por iniciativa dos próprios franciscanos que sofriam com o mau cheiro e a proliferação de mosquitos. O caminho da vala aberta para o escoamento das águas acabaria por se tornar a Rua da Vala, atual Rua Uruguaiana. A Lagoa de Santo Antônio ocupava a área do atual Largo da Carioca.
Entre 1697 e 1701, a fachada da igreja do convento foi ampliada, contando agora com uma galilé com três arcos de entrada. Na segunda metade do século XVIII os arcos foram substituídos por portais barrocos esculpidos em pedra de lioz. Os portais são encimados por três janelas, por sua vez encimadas por um frontão com recortes contra-curvados. Esse frontão de estilo neocolonial foi introduzido durante uma reforma realizada na década de 1920, e recentemente foi desfeito para a recuperação do frontão triangular original, de feição maneirista – como aliás eram os frontões dos templos mais antigos da cidade, como os das igrejas de Santo Inácio (demolida) e do Mosteiro de São Bento. Em 1649 foi concluído o muro que cercava o convento.
O interior da igreja é bastante simples e tradicional, de forma retangular e com uma só nave. A capela principal e os altares laterais têm talha dourada do período entre 1716 e 1719, de feição barroca tardia, mais típica do século XVII que do século XVIII. O altar principal, com uma imagem de Santo Antônio, tem as típicas colunas retorcidas (salomônicas) e arcos concêntricos de carregada decoração. As paredes e o teto da capela são totalmente cobertos de talha e possuem painéis pintados que contam a vida de Santo Antônio, formando um belo conjunto. Do lado direito da igreja está a capela da Ordem Terceira de São Francisco, com talha mais tardia. No subcoro, junto à entrada da igreja, há uma série de curiosos bustos dos Dezoito Mártires do Japão, em memória dos frades franciscanos martirizados no século XVII naquele país.
Há também duas imagens de terracota do século XVII que representam o nascimento e a morte de São Francisco de Assis.
O convento foi muito alterado e ampliado ao longo do tempo, sendo essencialmente um edifício da segunda metade do século XVIII, embora a maior parte das modificações tenha sido realizada no século XX. A extensa fachada virada para o Largo da Carioca tem várias janelas de forma quase quadrada, muito espaçadas, que indicam a antiguidade do edifício. Um enorme cunhal de cantaria, na esquina do convento, é encimado por um grande pináculo. No interior há um claustro, de planta quadrada, ainda utilizado pelos frades do convento.




IGREJA DE SÃO JOSÉ



O templo dedicado a São José teve sua origem em uma pequena ermida construída em 1608 pelo ermitão Egas Muniz, a capela serviu, a partir de 1659, como Matriz e Sé do Rio de Janeiro e foi submetida a diversas reconstruções. No século seguinte, a igreja voltou a sofrer novas obras entre 1725 e 1729. Em 1751 é a Matriz da freguesia de São José. Em 1807, a Irmandade de São José deu início às obras da atual Igreja sob a responsabilidade do Mestre Félix José de Souza, substituído, em 1815, pelo arquiteto do Paço, João da Silva Muniz, sendo inaugurada em 1842. A igreja de estilo barroco tardio possui nave única e corredores laterais onde se localizam um púlpito e três tribunas, na capela-mor tem abóbada semelhante à da nave, e possui duas tribunas por banda. Seu interior é decorado com talha de estilo rococó de autoria de Simeão de Nazaré, discípulo do Mestre Valentim. Em seu frontispício pesado predominam os elementos horizontais de cantaria, compostos pela cimalha, pelo embasamento das duas sineiras e do acrotério central. Numa delas está instalado o famoso carrilhão, ali existente desde 1883. De sua imaginária destacou-se a imagem de São José procedente da França e doada à Irmandade pelo Comendador José Pinto de Oliveira, em 1884, e o grupo escultórico localizado atrás do altar-mor com figuras de São José abatido pela doença, Maria e Jesus. No arquivo da Irmandade, dos mais importantes da cidade, conservam-se livros que pertenceram à confraria dos carpinteiros e pedreiros do Rio de Janeiro, a confraria de São José.

IGREJA DE NOSSA SENHORA DO MONTE DO CARMO DA ANTIGA SÉ


Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé é uma paróquia da Igreja Católica, localizada na Rua Sete de Setembro, nº14 com a Rua 1º de Março, no Centro da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Foi a sede episcopal da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro até 1976, quando foi concluída a nova Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro, razão pela qual também é referida como Antiga Sé.
A igreja localiza-se em frente à histórica Praça XV de Novembro, ao lado dos edifícios coloniais do antigo Convento do Carmo e da Igreja da Ordem Terceira do Carmo (que é mais propriamente a igreja cuja titular é Nossa Senhora do Monte do Carmo)
A igreja remonta à primitiva capela do vizinho Convento do Carmo, um dos mais antigos da cidade, fundado ainda no século XVI.
Quando os carmelitas chegaram à cidade, por volta de 1590, foi-lhes doada uma capelinha dedicada a Nossa Senhora do Ó, na então Rua Direita (atual Rua 1º de Março), perto da praia, local do atual templo. Ao longo dos séculos XVII XVIII, os frades construíram um grande convento ao lado da capela, edificação ainda existente, apesar de parcialmente descaracterizada.
A primitiva capela deu lugar à atual igreja a partir de 1761. As obras, a cargo do Mestre Manuel Alves Setúbal, estenderam-se por quinze anos, tendo o novo templo sido sagrado em 22 de Julho de 1770, com uma procissão solene.
A talha dourada em estilo rococó do interior, de grande beleza, foi realizada por mestre Inácio Ferreira Pinto a partir de 1785.
Como a chegada da família real portuguesa e de sua corte ao Rio de Janeiro, em 1808, o vizinho Paço dos Vice-Reis (atual Paço Imperial) foi utilizado como casa de despachos da corte. A rainha D. Maria I (1777-1816) foi instalada no também vizinho Convento do Carmo, sendo ambos os edifícios ligados por um passadiço elevado (hoje inexistente) sobre a Rua Direita. Por ser o templo mais próximo, D. João VI designou a Igreja de Nossa Senhora do Carmo como nova Capela Real Portuguesa e, pouco mais tarde, também como Catedral do Rio de Janeiro, condição que manteve até 1976, quando foi inaugurada a Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro, na Avenida República do Chile.
Como capela real, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo foi palco de importantes eventos, como a sagração de D. João VI como rei de Portugal, em 20 de março de 1816, após a morte de D. Maria I. Ali também o príncipe D. Pedro, futuro imperador do Brasil, recebeu sua esposa D. Leopoldina de Áustria, no dia 6 de novembro de 1817, com quem se tinha casado por procuração alguns meses antes na Itália.
Nesse período, a igreja teve muita importância no desenvolvimento da música erudita no Rio de Janeiro. Foram regentes e compositores da Capela Real o brasileiro Padre José Maurício Nunes Garcia e o português Marcos Portugal.
Por determinação do Cardeal Arcoverde, a torre foi reconstruída em 1905 e, em 1910, construiu-se o frontispício voltado para a Rua 7 de Setembro. Estas obras afastaram o conjunto das suas linhas originais.
Em 1976, quando a Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro foi concluída, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo perdeu a sua condição de catedral, sendo, a partir daí, também chamada a Antiga Sé.
A fachada principal da igreja é um tanto assimétrica devido ao posicionamento da torre, longe do corpo central. Por volta de 1900, a fachada e a torre foram muito alteradas; apenas o primeiro andar da fachada, com os três portais em estilo pombalino lisboeta, é ainda original. A estátua em um nicho da fachada representa o santo padroeiro da cidade, São Sebastião. A torre, reconstruída entre 1905 e 1913 pelo arquiteto italiano Rafael Rebecchi, é encimada por uma estátua, em bronze, de Nossa Senhora da Conceição.
No interior, as paredes da nave única possuem uma série de capelas laterais profundas separadas por pilastras. Sobre cada capela, há um balcão (tribuna) que se alterna com pilastras contendo telas ovais com pinturas dos apóstolos, de autoria do pintor colonial José Leandro de Carvalho. O teto, de madeira curvada, é subdividido em tramos que acompanham as divisões da nave. Sobre cada balcão, há uma abertura no teto (luneta) que permite a entrada de luz. No fundo da nave, encontra-se a capela-mor, separada desta por um arco-cruzeiro.
A decoração do interior é a principal atração artística do edifício, graças ao magnífico trabalho de talha dourada de feição rococó que cobre a capela-mor, arco-cruzeiro, capelas laterais, nave e teto. A talha, de grande unidade de estilo, foi executada a partir de 1785 pelo escultor Inácio Ferreira Pinto, um dos maiores artistas do Rio de Janeiro colonial. A estética rococó da talha é evidenciada pelo tipo e distribuição dos ornatos, repartidos em painéis com molduras douradas, que não chegam a cobrir toda a superfície, permitindo o contraste entre o dourado e os fundos brancos e transmitindo uma sensação de elegância.
Num jazigo que fica abaixo da capela do santíssimo, se encontram depositados, desde 1903, em uma urna de chumbo, parte dos restos mortais de Pedro Álvares Cabraldescobridor do Brasil, que jazem na Igreja de Santa Maria da Graça, em Santarém, em Portugal.
Em dois dos sete sinos no campanário, encontra-se gravada a data de fabricação: 1623. Um desses sete sinos foi fundido por João Batista Jardineiro em 1822, ostentando as armas da família real portuguesa e a inscrição D. João VI.

IGREJA DA VENERÁVEL E ARQUIEPISCOPAL ORDEM TERCEIRA DE NOSSA SENHORA DO MONTE DO CARMO OU IGREJA DA ORDEM TERCEIRA DO CARMO


A Ordem Terceira do Carmo funcionava no Rio de Janeiro desde o século XVII, ocupando uma capela próxima ao Convento do Carmo. A Ordem decidiu-se pela construção de uma nova igreja em 1752. O projeto é atribuído ao português Manuel Alves Setúbal, também construtor do edifício, com planta modificada por Frei Xavier Vaz de Carvalho. As obras se estenderam de 1755 a 1770, ficando as torres inacabadas. As torres atuais, com suas cúpulas bulbosas cobertas de azulejos, só seriam construídas entre 1847 a 1850 pelo arquiteto Manuel Joaquim de Melo Corte Real, professor de desenho da Academia Imperial de Belas Artes.
A fachada da Igreja da Ordem Terceira do Carmo é muito elegante, com belos portais, janelões e com um frontão contracurvado típico do barroco. A fachada é única entre as igrejas coloniais do Rio de Janeiro por ser totalmente revestida com pedra, sem o contraste entre a cantaria e o reboco branco, característica da maioria das igrejas coloniais brasileiras. A fachada de pedra, assim como o perfil dos janelões, colunas e portais da fachada são influência da arquitetura lisboeta da época pombalina. O uso das fachadas totalmente em pedra não se firmou no Rio, possivelmente pelo fato da pedra carioca ser demasiadamente escura.



Detalhe do portal principal‎ trazido de Lisboa em 1761. O medalhão mostra São Simão Stock recebendo o escapulário das mãos da Virgem do Carmo, que carrega no colo o Menino Jesus.
Os portais principal e lateral da igreja, em pedra de lioz portuguesa e contendo medalhões com a Virgem e o Menino, são magníficos. Foram encomendados a escultores lisboetas e instalados em 1761. São considerados os melhores do tipo no Rio de Janeiro.
A igreja é de nave única com corredores laterais com capelas laterais e capela-mor retangular. A talha dourada da igreja, de feição rococó, é muito valiosa. A decoração interna começou em 1768 com o entalhador Luiz da Fonseca Rosa, que a partir de 1780 foi auxiliado por Valentim da Fonseca e Silva (o Mestre Valentim). Mestre Valentim trabalharia na igreja até 1800. A Capela do Noviciado, construída à direita da capela-mor, é revestida por belíssima talha rococó de Mestre Valentim, uma de suas obras-primas, esculpida entre 1772 e 1773. As telas da capela são obra do pintor colonial Manuel da Cunha.
Entre 1829 e 1855 as paredes da nave foram preenchidas com talha pelo escultor Antônio de Pádua e Castro, o que deu ao interior um aspecto mais homogêneo. Também no século XIX se abriu uma pequena cúpula sobre a capela-mor para permitir a entrada de luz.
A Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo foi fundada no Rio de Janeiro em 1648, pelos leigos Balthazar de Castilho de Andrade, André da Rosa, e Francisco Nunes, e pelos freis Antônio dos Anjos e Ignácio da Purificação. Dedicada a pessoas da vida comum, e visando à busca da perfeição cristã sob o carisma carmelitano, a ordem adotou como objetivos, além da difusão do culto a Nossa Senhora do Carmo, a propagação da fé católica e o exercício da caridade (mais detalhes sobre os terciários carmelitas no texto sobre a Igreja da O. Terceira do Carmo de Salvador).
Durante muitos anos, as atividades da ordem terceira ocorreram dentro da igreja conventual do Carmo (dos religiosos de vida consagrada), que, na época, era a antiga Igreja de Nossa Senhora do Ó (posteriormente demolida). No entanto, com o passar dos anos, o número de membros foi crescendo, surgindo a necessidade de se fazer uma igreja própria.
Conforme o costume da época, a igreja dos irmãos terceiros era construída próxima, ou mesmo ao lado, das igrejas conventuais. Assim, após terem obtido a doação de um terreno exatamente ao lado do convento (em 1749), os irmãos terceiros buscaram reunir esforços para erguer sua capela.
No entanto, consta que os frades carmelitas não gostaram da ideia, por receio de que as obras abalassem as estruturas da igreja conventual (que na época estava bastante deteriorada). Originou-se então um longo debate, que foi inclusive parar na Justiça. Após três anos de discussões, os frades resolveram reconstruir também sua igreja, abrindo caminho para que, em 1755, pudesse enfim ser colocada a primeira pedra da igreja dos terceiros.
As obras fluíram rapidamente, e, em 1761, foi instalado um belo portal, feito em pedra de Lioz – a obra veio de Lisboa, e representa Nossa Senhora do Carmo e São Simão Stock. É considerado o mais belo e refinado portal da cidade, e inclusive teria servido de inspiração para o Aleijadinho, que esteve no Rio anos depois (em 1777).
A fachada da igreja foi revestida de pedra de cantaria (granito), e as torres são terminadas por bulbos revestidos de azulejos, com uma configuração estilística de influência mourisca. O desenho delas é de autoria de Manuel Joaquim de Mello Corte Real, professor da Imperial Academia de Belas Artes, e vale lembrar que essas torres foram finalizadas muitas décadas depois, somente em meados do século XIX.
O interior da igreja é totalmente coberto de madeira entalhada, obra de Antonio de Padua Castro e Luiz da Fonseca Rosa, um dos mentores do Mestre Valentim. Este último também participou da decoração interior da igreja, sobretudo no entalhamento da Capela do Noviciado. O belíssimo altar-mor da igreja seria obra de ambos.
Seguindo a tradição das igrejas de terceiros carmelitas, os altares laterais do templo apresentam imagens de Cristo durante sua Paixão.
Embora a igreja só tenha sido terminada no século XIX, já no ano de 1770 foi celebrada a primeira missa no local, permitindo o início das atividades da Ordem Terceira no novo templo. Além da igreja, os terciários carmelitas também  empreenderam a fundação do Hospital do Carmo, em 1870, e que segue em suas atividades até os dias atuais.
Serviço : horário das missas de segunda a sexta as 12h, a secretaria abre de 2a. a 6a feira de 8 as 16:00 e sábados se 8 as 11h .
http://www.igrejanscarmorj.com.br/ site oficial da igreja


 





 


 


                                               



 
 





quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

DICAS DE VIAGEM: MUSEU DO LOUVRE- PARIS , FRANÇA


Museu do Louvre
Endereço: Rue de Rivoli, 99 - Traçar rota
Telefone: (1) 4020-5317

Horário de funcionamento

Abre diariamente, com horários variados. Segundas, quintas e fins de semana, das 9h às 17h30; quartas e sextas, das 9h às 21h15

Formas de pagamento

€10 (mostra permanente),€11 (mostras no Hall Napoléon),€14 (entrada combinada para os museus do Louvre e Eugéne Delacroix). Grátis para menores de 18 anos,residentes na União Europeia entre 18 e 25 anos e em todos os primeiros domingos de cada mês e no dia 14 de Julho. Menores de 26 anos têm acesso livre nas noites de sexta-feira,das 18h às 21h45.

As intervenções do arquiteto I.M. Pei trouxeram inovadoras soluções de iluminação e circulação para o Louvre, além de oferecer uma entrada principal com sua polêmica pirâmide. (Shutter Pea)

Frequentemente vencedor em rankings dos museus mais visitados do mundo – a média das últimas listas é superior a 8 milhões de pessoas anuais –, esse palácio do século 12 foi convertido na meca da arte em 1793, quatro anos após a Revolução Francesa. Entre as mais de 35 mil obras em exibição no Museu do Louvre estão nada menos que a Vênus de Milo, escultura de autor desconhecido, e a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci – esteja preparado para enfrentar multidões, especialmente em torno desse quadro, que surpreende muitos pelo diminuto tamanho. Obviamente, tamanho não é documento, pena que não é possível observar esta preciosa obra-prima com toda calma, silêncio e veneração que lhe seria necessário.


São mais de 60 mil metros quadrados de área nesse gigantesco acervo de arte de inúmeras épocas e culturas do mundo, por isso vale reforçar a premissa de que o ideal é reservar mais de um dia para a visita.
A visita ao Museu do Louvre já começa de forma teatral, com a pirâmide de vidro do arquiteto sino-americano Ieoh Ming Pei dando as boas-vindas aos turistas e apreciadores de arte. A solução encontrada por Pei não só ofereceu um novo cartão-postal à Paris, mas também uma tão aguardada entrada (decente) para o edifício. Além disso, inundou de luz todo o Hall Napoleon e deu ainda mais crédito ao amalucado livro de Dan Brown, O Código da Vinci.

UM POUCO DE HISTÓRIA
As origens do Louvre remontam ao ano de 1190, quando aqui foi construída uma massiva fortaleza junto às margens do rio Sena. O castelo do rei Felipe Augusto possuia um ar obviamente bélico, com muralhas e torres. No século 14, o rei Carlos V imprimiu um ar menos espartano ao complexo, agora transformado em residência real. Os ares palacianos surgiriam pela vontade dos soberanos renascentistas Francisco I (que demoliu o antigo castelo e trouxe Leonardo da Vinci para a França — com a Mona Lisa a tiracolo) e Henrique IV (que aqui abrigou artistas que montaram atêlies em seus recintos).
Com a mudança da corte para Versalhes, o Louvre ficou em estado lastimável, sendo transformado em museu em 1793, durante a Revolução Francesa. Com a expansão colonialista francesa durante o século 19, uma série de antiguidades do Oriente Médio e Egito foram “importadas” pelos franceses. Jean François Champollion, o homem que decifrou a Pedra de Rosetta, foi o primeiro curador do departamento egípcio.
A última grande intervenção no edifício foi comandada pelo presidente François Mitterand em 1989, que encomendou o polêmico — como tudo em Paris — projeto de I.M. Pei.

DEPARTAMENTOS
O Museu do Louvre cobre um longo e precioso trecho da produção artistica do homem. A curadoria dividiu o acervo em sete coleções, dispostas em três seções principais: Sully (o Cour Carrée), Richelieu (que abrange a ala paralela à Rue de Rivoli) e Denon (a ala ao longo do rio Sena). Todas elas possuem acesso através da pirâmide.
Os departamentos seguem um labiríntico roteiro pelo museu: Antiguidades (dividido em coleções egípcia, grega, romana e etrusca), Pinturas (principalmente francesas e europeias), Antiguidades Orientais (objetos do Oriente Médio, Mesopotãmia, Índia e norte da África), Esculturas, Arte Decorativa, Gravuras e Desenhos (que conta com manuscritos com iluminuras e esboços e estudos de mestres como Leonardo e Rembrandt) e Arte Tribal (hoje no novíssimo Museu Quai-Branly).

DESTAQUES
– A Mona Lisa (La Gioconda), pintura de Leonardo da Vinci, do século 16
– Le Radeau de la Méduse, pintura de Théodore Géricault, do século 19
– A Vitória de Samotrácia, escultura grega de cerca de 190 a.C.
– A coleção egípcia, em grande parte angariada por Napoleão Bonaparte, no século 19
– Vênus de Milo, escultura grega de cerca de 100 a.C.
– A Liberdade Guiando o Povo, pintura francesa de Eugène Delacroix, do século 19
– A Coroação de Napoleão, pintura francesa de Jacques-Louis Davi, do século 19

DICAS
Evite filas chegando bem cedo. Isso lhe economizará tempo (e muita paciência) tanto na hora de entrar como na visita em si, com menos aglomerações sobre as peças mais famosas, como a Vênus de Milo e a Mona Lisa. Conheça todos os destaques das amostras primeiro e depois, com mais calma, passe pelas obras menos disputadas. Se já é um veterano, faça uma programação antecipada para evitar o sobe e desce. Outra forma de agilizar a entrada é comprar o ingresso pelo site.

O Louvre possui três entradas: a da pirâmide é de longe a mais congestionada, portanto evite-a. A única exceção é se você possui um Paris Museum Pass, que tem um acesso exclusivo. As entradas da Porte des Lions e da Galerie du Carrousel são mais tranquilas e, por vezes, podem estar surpreendentemente vazias nos meses de inverno e no começo da primavera.
Na alta temporada, de junho a agosto, entre 10h e 15h, as filas podem durar enervantes 2 horas sob o sol de verão.
O Museu não dispõe de estacionamento.

        5 pontos para prestar atenção na sua visita ao Louvre, em Paris



1. Uma janela perfeita

“Na sala 29, estão os quadros do ‘rei da luz de velas’, Georges La Tour. E, caminhando em direção à sala 18, uma janela serve de mirante natural, de onde se vê parte da fachada do museu, a pirâmide, o Arco do Carrossel e a Torre Eiffel. Incrível.”
Eros e Psique

2. Love com eros e psiquê

“Em vez de botar cadeado numa ponte, prefiro fazer meus votos de amor eterno diante da estátua de Eros e Psiquê, de Canova. O melhor horário para fotos é no meio da tarde, quando as asas de Eros são iluminadas pela luz natural.”


3. Romantismo com emoção

“É difícil segurar a emoção diante de duas enormes pinturas do romantismo francês: uma delas conta a história de um naufrágio (A Barca da Medusa, de Géricault); a outra, representa o espírito libertário da Revolução Francesa (A Liberdade Guiando o Povo, de Eugène Delacroix).”

4. Vitória de Samotrácia como no filme

“No térreo, uma passada pelos Escravos de Michelangelo, antes de ir para a escadaria que liga a ala Denon com uma das mulheres gregas mais lindas que eu já vi. A forma mais legal de encontrar com a Vitória de Samotrácia é subir rapidamente segurando o fôlego, tal qual fizeram Audrey Hepburn e Fred Astaire no filme Cinderela em Paris.”
                                                    Da Vinci 
Monalisa


 A Bela Ferronière.

5. Tour único por Da Vinci

“Nenhum museu tem tantos Da Vinci quanto aqui – seis. A Monalisa é um marco, mas há também o retrato de uma mulher com cara de enfezada, A Bela Ferronière.”
FONTE: http://viagemeturismo.abril.com.br/materias/5-pontos-para-prestar-atencao-na-sua-visita-ao-louvre-em-paris/
FOTOS:






          








DICAS DE PASSEIO NO RIO: TOUR DE IGREJAS BARROCAS

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